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Alto Alegre dos Parecis
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Alto Alegre dos Parecis

A cidade de cerca de 14.000 habitantes (IBGE/2017) tem sua economia baseada na atividade agropecuária. O município possui rebanho de 122 mil bovinos de corte e leite, responsável pela produção anual de mais de 5 milhões de litros de leite, além de ser produtor de café conilon (3.263 toneladas), milho (2.625 toneladas) e feijão (1.614 toneladas), entre outros produtos.

Fundada em 22 de junho de 1994, Alto Alegre dos Parecis fica a uma distância média de 60 quilômetros das principais cidades da região, incluindo Pimenta Bueno, Rolim de Moura e Cacoal. Antes da chegada do Sicoob Credip, Alto Alegre permaneceu durante muitos anos sem serviços bancários.

A agência de Alto Alegre foi a sexta da cooperativa a entrar em operação. “Em 1988, o Sicoob Credip assumiu a falida cooperativa Autocred e “salvou” a comunidade que estava sem nenhum serviço financeiro”, lembra o gerente Adir José Wieczorkowski. “Hoje o Sicoob é o principal parceiro dos cafeicultores, o café voltou a ser forte dentro da economia do município, assim como a produção leiteira”, diz. “A cooperativa multiplicou o número de cooperados, hoje atendemos mais de 1.100 associados”, explica a agente de atendimento do Sicoob, Kamila de Almeida Neves.

O início de atividades foi difícil. “Havia falta de dinheiro na praça e o Sicoob percorria o comércio para antecipar os depósitos diários e poder atender a população”, recorda. “O famoso caderninho ou “fiado” era comum no comércio, mas aos poucos tudo começou a mudar, para melhor”, diz. “Hoje, o Sicoob Credip tem aproximadamente 90% do dinheiro circulante do município de Alto Alegre dos Parecis”, comemora Adir.

Sem Dinheiro

O funcionário municipal Ervin Radwanski chegou à região em 2001 e se lembra muito bem de como era a situação naquela época. “Pra trocar um cheque de outro banco que não fosse o Sicoob você era obrigado a sair da cidade. No caixa eletrônico instalado pelos grandes bancos públicos e privados nunca tinha dinheiro disponível para saque”.

De acordo com Ervin, todo o funcionalismo era obrigado a se deslocar até Rolim de Moura, a 60 quilômetros de distância, só para sacar o salário. “Tudo isso foi resolvido com a mudança na legislação, em 2012, que permitiu a portabilidade, ou seja, receber os salários pelo Sicoob”, recorda. “Hoje, tanto eu quanto minha esposa e filhos somos todos associados, o Sicoob é uma grande família”, revela.

Lama no Joelho

O cafeicultor Artelino Volcarte relembra as dificuldades enfrentadas pela população do município. “As estradas eram muito complicadas, a gente tinha que ajudar a desencalhar o ônibus, todo mundo ficava com lama até o joelho na época das águas”, conta. “Era comum também transportar grandes quantidades de dinheiro dentro do carro para ir pagar os impostos do café em Santa Luzia do Oeste”.

Sócios da Cafeeira Dois Irmãos, Artelino Volcarte e a cunhada Neusa Maria Compagnoni Volcarte já tiveram conta em outros bancos. “Hoje a gente trabalha 100% com o Sicoob Credip”, confirma Neusa. “Financiamos tratores e até a compra de gado pelo Sicoob, é tudo muito rápido e sem a burocracia dos outros bancos”, conclui

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