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Guaraná com Sabor do Acre
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Guaraná com Sabor do Acre

Uma empresa familiar com mais de 20 anos de atuação contraria a expectativa do segmento e se mantém firme buscando inovação tecnológica, valorização da cultura amazônica em sua própria origem e a melhoria e inovação constante de produtos – tanto para consolidá-los no mercado local, como para lançá-los em novas praças.

Guaraná Cruzeirense foi o nome dado por Francisco Souza dos Santos, o Zinho, para a tradicional fábrica de guaraná Nauense, de Cruzeiro do Sul, ao comprá-la de Fernando de Alves de Brito no ano de 1994. O primeiro nome homenageia os povos indígenas da região do Vale do Juruá, onde está situada. Ela foi a precursora na fa-bricação do xarope de guaraná no país.

Durante o período em que ficou à frente do negócio, Zinho (falecido em 2010) expandiu a empresa investin-do em capacitação de pessoal, equipamentos e nova li-nha de produtos, levados a outras cidades do Acre e do estado do Amazonas.

Hoje administrada pelos sócios Nágis Bezerra dos Santos (viúva de Zinho) e os filhos André e Júnior, graduados em Engenharia Mecatrônica e Administração respectivamente, a Guaraná Cruzeirense está pronta para crescer ainda mais. O projeto inclui o redirecionamento da marca, criando uma nova identidade visual para as embalagens dos produtos.

A empresa também investe na gama de sabores, apropriando-se da cultura regional ao utilizar matérias-primas da região. Um exemplo é o guaraná com açaí, além de novos sabores de refrigerantes, todos com uma quantidade menor de açúcar que os oferecidos pelo mercado.

Água

O lançamento de uma linha de água mineral também está nos projetos da empresa para diversificar a cartela de produtos. O investimento prevê a instalação de uma indústria envasadora de água mineral em Cruzeiro do Sul. O empresário Francisco Júnior lista os desafios de manter com boas taxas de crescimento uma empresa no município.

Apesar disto, o otimismo para enfrentar estas dificuldades é grande e a motivação é manter o nome da família ativo no mundo dos negócios, para honrar o trabalho e a ousadia dos primeiros proprietários, que investiram e acreditaram no sucesso do setor em uma região de difícil acesso, insumos escassos e rara mão de obra qualificada. O outro incentivo é a busca por novos mercados mais competitivos e também promissores, saindo de Cruzeiro do Sul em direção às capitais e demais localidades dos estados da região Norte.

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