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Café Surui conquista espaço na Europa
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Café Surui conquista espaço na Europa

O cacique indígena Almir Surui esteve no último mês de junho em Amsterdã, na Holanda, participando da Feira Internacional do Café. Almir viajou junto com seus irmãos Moperi Surui e Agamenon Gamasakaka Surui, da aldeia Lapetanha, levando na mala o café robusta totalmente orgânico produzido pelo povo Surui na Terra Indígena 7 de Setembro, na região de Cacoal, em Rondônia. O café do clã Surui começou a ser produzido há quatro anos. Ao todo, estão sendo cultivados cerca de 40 mil pés de café robusta clonal. Mais de 240 indígenas pertencentes a 30 famílias de cinco aldeias Suruiparticipam do cultivo do café. Os resultados são bastante animadores. No ano passado, o café Surui conquistou o segundo lugar num concurso internacional de qualidade de café orgânico realizado na Suíça. “Isso possibilitou realizarmos a venda de nossas primeiras 80 sacas de café gourmet, totalmente orgânico, para compradores na Suíça”, lembra o cacique Moperi Surui, chefe da aldeia Lapetanha. “Para o ano de 2018 já estamos negociando com compradores suíços um lote de 200 sacas desse café especial”, explicou. Agamenon Gamasakaka Surui conta que os primeiros pés de café da aldeia foram plantados por colonos, ainda na década de 1980, que haviam invadido a terra indígena e acabaram sendo expulsos, deixando as roças para trás. “Ali começou o café na terra indígena, mas o plantio em maior escala teve início recentemente, há quatro anos”, explica. Luan Mopibgorten Surui, filho de Agamenon, conta que o café Surui foi classificado entre os 30 melhores de Rondônia, dentro do concurso de qualidade do café realizado no ano passado. “O apoio técnico da Emater de Cacoal, nos ajudou a desenvolver um café orgânico de melhor qualidade, são três anos que estamos recebendo essa assistência técnica e os resultados estão aparecendo”, diz Luan. O extencionista da Emater de Cacoal, Wesley Gama, lembra a importância da utilização de boas técnicas de manejo da lavoura. “O café Surui é totalmente orgânico, por isso é fundamental utilizar toda tecnologia disponível para obter bons resultados”. Credival Pabab Surui, filho do cacique Moperi Surui, demonstra alegria ao contemplar a lavoura de café dos Surui. “Poder colher um grão de café de qualidade é motivo de comemoração, pois é resultado do nosso trabalho aqui na aldeia”, conta. O cacique Almir Surui ainda estava na Europa quando foi realizada a reportagem, no mês de junho. Ele postou nas redes sociais sobre o sucesso do café produzido pelos Surui: “Café do Gamebey da aldeia Lapetanha, a Terra Indígena Sete de Setembro do Povo Paiter Surui, está tomando rumo na Europa. Amanhã estarei aqui em Amsterdã na Holanda, na feira internacional do Café. Viva Café Gamebey!!”.

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